Home > Blog e notícias > BNCC e avaliação formativa: como acompanhar o progresso dos alunos de forma eficaz
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) redesenhou as prioridades da educação no Brasil, destacando a avaliação como parte integrante do processo de ensino. Muitos professores, porém, ainda encontram dificuldades práticas para transformar essas diretrizes em rotina escolar; por isso, saber como aplicar a avaliação formativa na BNCC é hoje essencial para melhorar resultados pedagógicos.
Neste artigo você encontrará estratégias práticas e testadas para implementar a avaliação formativa em sala de aula: ao final, terá modelos de instrumentos e um pequeno plano de ação para acompanhar o progresso dos seus alunos de forma objetiva. Continue a leitura e transforme sua prática avaliativa com foco na aprendizagem.
A avaliação formativa é uma abordagem que integra avaliação e ensino: acompanha o processo de aprendizagem continuamente para identificar progressos e dificuldades e permitir ajustes pedagógicos imediatos. Diferente da avaliação meramente somativa, seu foco é apoiar o desenvolvimento de competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao longo do percurso escolar.
A BNCC orienta que as instituições construam procedimentos avaliativos que considerem os contextos e as condições reais de aprendizagem dos estudantes, privilegiando evidências de desenvolvimento e não apenas notas finais. Aplicada com intencionalidade, a avaliação formativa melhora decisões de ensino e favorece melhores resultados para escolas, professores e alunos.
Em síntese: a avaliação formativa ocorre durante o processo de ensino‑aprendizagem para orientar intervenções; a avaliação somativa ocorre ao final de um ciclo e tem função certificadora. A formativa produz feedback frequente e ações corretivas; a somativa sintetiza resultados e atribui conceitos ou notas.
Na prática, combine as duas: use avaliações diagnósticas e formativas para planejar e ajustar o ensino, e avaliações somativas para registrar avanços. Assim você alinha o processo de avaliação às competências da Base Nacional Comum e fortalece a aprendizagem dos estudantes.
Aplicar a avaliação formativa alinhada à BNCC traz ganhos concretos para a rotina escolar: promove o desenvolvimento de competências, melhora a aprendizagem e fortalece o protagonismo dos estudantes. Quando inserida no planejamento, a avaliação formativa transforma-se em instrumento de desenvolvimento contínuo, não apenas de verificação pontual.
Os alunos recebem feedback personalizado que indica passos claros para evolução — isso facilita a superação de dificuldades e o reforço de saberes já consolidados. Com feedback frequente, os estudantes ganham autonomia para monitorar seu próprio progresso e desenvolver metacognição, tornando-se mais engajados no processo de aprendizado.
Além disso, ao reduzir a centralidade das provas tradicionais, diminui-se a ansiedade associada a avaliações pontuais, favorecendo uma relação mais saudável com o ato de aprender. Em turmas em que a avaliação formativa foi sistematizada, professores relatam melhora no desempenho e maior participação dos alunos nas atividades.
Para os professores, a avaliação formativa oferece dados práticos sobre progresso e lacunas de aprendizagem, permitindo ajustes imediatos no planejamento e na condução das aulas. Com registros simples (checklists, observações curtas ou rubricas), é possível personalizar estratégias para diferentes ritmos da turma.
Duas ações práticas que professores podem adotar já: 1) definir um critério claro e compartilhado para cada atividade (rubrica simplificada) e 2) reservar 5–10 minutos semanais para feedback individual ou em pequenos grupos. Essas medidas aumentam a efetividade da avaliação e contribuem para melhores resultados pedagógicos.
Implementar a avaliação formativa exige planejamento intencional e rotinas claras no cotidiano escolar. Abaixo, apresento sete passos práticos com micro‑ações que você pode adotar já para alinhar avaliação, ensino e aprendizagem à BNCC.
Tarefa 1: identifique as competências gerais e os objetivos aprendizagem do ano/etapa que você leciona. Tarefa 2: destaque 2–3 habilidades essenciais por unidade de conteúdo. Tarefa 3: registre esses objetivos em seu planejamento para conectar cada atividade aos resultados esperados.
Dica: crie uma tabela simples (competência — objetivo — evidência de aprendizagem) para consultar antes de planejar cada aula. Assim, suas estratégias de avaliação formativa ficam coerentes com a Base Nacional Comum e orientam o processo de ensino.
Ação 1: escreva critérios objetivos para cada atividade (máximo 3 critérios). Ação 2: transforme esses critérios em uma rubrica simples de 3 níveis (Início / Em Desenvolvimento / Consolidado). Ação 3: compartilhe a rubrica com os alunos antes da atividade.
Uma rubrica clara orienta o aluno sobre o que é esperado e facilita feedbacks rápidos e consistentes por parte do professor. Se quiser, acesse modelos e cursos que ajudam a construir rubricas aqui: Descubra como os cursos da UniFahe preparam educadores para implementar a BNCC com excelência! Explore nossas opções de formação continuada.
Substitua parcialmente as provas tradicionais por uma combinação de instrumentos que ofereça múltiplas evidências de aprendizagem. Micro‑ações: 1) planeje ao menos uma atividade por unidade que não seja prova (projeto, apresentação ou portfólio); 2) registre evidências em portfólios físicos ou digitais; 3) inclua autoavaliação e coavaliação em atividades de projeto.
Exemplos práticos: mini‑projeto de 2 aulas que mobilize competências; portfólios com 3 produções por bimestre; debates avaliados por rubrica. Esses instrumentos ampliam a visão sobre o desenvolvimento do aluno além das provas.
Feedback é o motor da avaliação formativa. Ações imediatas: 1) dê feedback logo após a atividade (ou em 24–48h); 2) use a rubrica para apontar 1 acerto e 1 passo de melhoria; 3) proponha tarefa de reforço personalizada quando necessário.
Modelo rápido: “Você apresentou X bem; para avançar, trabalhe Y (exemplo prático)”. Promova diálogo: peça ao aluno que registre em poucas linhas como aplicará a sugestão — isso fortalece a metacognição e a autonomia.
Tenha um sistema simples de registros (físico ou digital). Atividades: 1) mantenha fichas de acompanhamento com observações curtas por aluno; 2) fotografe ou armazene produções no portfólio; 3) registre progressos e dificuldades semanalmente para orientar intervenções.
Sugestão prática: use uma planilha com colunas: aluno — evidência — data — ação necessária. Esse histórico torna suas decisões pedagógicas mais assertivas e facilita relatórios para famílias e gestão.
Planeje diagnósticos curtos no início de novas unidades para mapear conhecimentos prévios. Ações: 1) aplique uma atividade diagnóstica em 20 minutos; 2) identifique 3 lacunas prioritárias; 3) adapte o plano de ensino para fechar essas lacunas com estratégias específicas.
Use questões abertas, tarefas práticas ou entrevistas rápidas para colher evidências. Diagnósticos frequentes ajudam a ajustar o percurso de aprendizagem com base em dados reais do processo.
Promova práticas que desenvolvam autonomia: 1) inclua autoavaliação guiada após atividades; 2) organize coavaliação estruturada entre pares com critérios claros; 3) peça reflexões curtas sobre o próprio progresso para registrar no portfólio.
Ao responsabilizar o aluno pela avaliação, você fortalece competências socioemocionais e a capacidade de autogerir o aprendizado — objetivos centrais da avaliação formativa alinhada à BNCC.
A escolha dos instrumentos de avaliação impacta diretamente os resultados pedagógicos. Abaixo, apresentamos práticas e exemplos simples que você pode adotar na sala de aula para coletar evidências de aprendizagem e orientar intervenções.
A observação contínua revela comportamentos, participação e dificuldades dos alunos. Use listas de verificação rápidas (checklist de 3 itens), notas de campo ou diários de bordo para registrar evidências logo após a aula.
Exemplo de registro simples: aluno — data — evidência observada — ação sugerida. Mesmo com poucos recursos, esse procedimento sistemático orienta intervenções pontuais e documenta o progresso.
Os portfólios reunem produções, reflexões e autoavaliações, evidenciando o desenvolvimento do conhecimento ao longo do tempo. Em turmas com pouca tecnologia, opte por pastas físicas; se houver acesso, use portfólios digitais simples (Padlet ou pastas em nuvem).
Oriente o aluno sobre o que incluir: item concluído, breve reflexão e meta. Esse hábito torna o portfólio uma ferramenta metacognitiva e um instrumento valioso para feedback.
Rubricas descrevem níveis de desempenho para critérios claros, reduzindo subjetividade no julgamento. Construa rubricas de 3 níveis (Início / Em Desenvolvimento / Consolidado) com exemplos curtos para cada nível.
Mini‑rubrica (exemplo): Critério — Organização: Início (texto desorganizado), Em desenvolvimento (alguma organização), Consolidado (estrutura clara). Compartilhe a rubrica antes da atividade para orientar a prática do aluno.
Embora a avaliação formativa traga muitos benefícios, sua implementação enfrenta obstáculos práticos. Identificar esses desafios antecipadamente permite adotar estratégias objetivas para superá‑los sem perder a qualidade do processo avaliativo.
Professores frequentemente atuam com turmas numerosas e carga horária apertada, o que dificulta oferecer feedback individualizado e registrar evidências continuamente. Muitas escolas também convivem com limitações tecnológicas para manter registros digitais.
Checklist rápido para otimizar tempo: 1) use rubricas curtas para feedback mais ágil; 2) implemente peer feedback em pares ou trios; 3) agende 5–10 minutos semanais para devolutivas em pequenos grupos; 4) priorize atividades-chave para registro detalhado; 5) adote planilhas simples ou diários de papel quando não houver tecnologia. Essas práticas mantêm a qualidade da avaliação mesmo com recursos limitados.
Mudanças de cultura avaliativa podem gerar resistência entre famílias, gestores e até entre professores acostumados às notas tradicionais. A falta de formação específica também dificulta a adoção de novas práticas.
Como enfrentar a resistência: comunique com transparência os objetivos e benefícios da avaliação formativa; apresente evidências simples (ex.: portfólios e progressos documentados); promova oficinas curtas de formação para professores e reuniões explicativas com famílias. Esse processo constrói confiança e facilita a implementação.
Ferramentas digitais podem potencializar práticas de avaliação formativa ao tornar registros, feedbacks e análises mais ágeis. Use tecnologia para otimizar o trabalho pedagógico, sem perder o foco nas relações humanas e no acompanhamento personalizado dos estudantes.
Alguns aplicativos gratuitos e fáceis de usar ajudam no registro e no retorno aos alunos: Google Classroom (organização e entrega de tarefas), Kahoot/Quizizz (avaliações formativas rápidas com feedback instantâneo) e Padlet (portfólios colaborativos). Em contextos com baixa conectividade, prefira ferramentas que funcionem off‑line ou que sincronizem quando houver sinal.
Importante: verifique políticas de privacidade e obtenha consentimento das famílias quando necessário, protegendo dados dos alunos ao usar plataformas externas.
A tecnologia gera dados úteis sobre desempenho e participação — use relatórios simples ou dashboards para identificar tendências e guiar intervenções. Comece com planilhas ou gráficos básicos (ex.: progresso por critério) para tomar decisões rápidas e melhorar o ensino.
Lembre-se: dados ajudam a orientar a prática, mas não substituem o olhar do professor — combine análise tecnológica com observação direta para apoiar a aprendizagem dos alunos.
A avaliação diagnóstica serve para identificar conhecimentos prévios e lacunas no início de uma unidade ou ano — é o ponto de partida para o planejamento. Já a avaliação formativa acompanha continuamente o processo de aprendizagem, fornecendo evidências para ajustar o ensino em tempo real.
How‑to rápido: use a diagnóstica para mapear 3 prioridades por turma; use a formativa para monitorar essas prioridades ao longo das aulas, ajustando estratégias sempre que necessário.
Dê feedback específico, imediato e orientado para a ação. Estruture-o em 3 passos: 1) destaque 1 acerto; 2) indique 1 ponto de melhoria concreto; 3) proponha um próximo passo (tarefa curta ou recurso).
Frase modelo: “Bom uso das ideias (acerto). Para avançar, organize melhor os argumentos no parágrafo inicial (melhoria). Sugiro refazer a introdução com este esqueleto em 15 min (próximo passo).” Promova sempre um breve diálogo após o feedback.
Não necessariamente. A BNCC recomenda diversificar instrumentos: provas podem compor o sistema avaliativo, mas não devem ser o único critério. Enquanto provas sintetizam resultados, a avaliação formativa evidencia processo e competências complexas.
Boa prática: combine provas com portfólios, projetos e observações — cada forma traz evidências diferentes sobre o aprendizado do aluno.
Comunique objetivos e métodos de forma clara e regular. Envie evidências curtas (ex.: uma página do portfólio, foto de uma produção ou um resumo de progresso) e proponha reuniões rápidas para alinhamento.
Modelo de mensagem: “Compartilho uma amostra do portfólio do seu filho e uma sugestão de atividade para casa — podemos conversar por 15 minutos na reunião?” Esse tipo de interação transforma familiares em parceiros do processo de aprendizagem.
A avaliação formativa é contínua e não tem um número fixo. Priorize qualidade sobre quantidade: prefira momentos de avaliação curtos, frequentes e com feedback útil, em vez de muitas atividades sem retorno.
Prática sugerida: pequenas verificações 1–2 vezes por semana (5–15 minutos) + uma atividade formativa maior por unidade que gere evidências para o portfólio.
Otimize tempo com estratégias colaborativas e rubricas claras. Ações práticas: 1) implemente peer feedback estruturado (pares ou trios) usando rubricas; 2) promova autoavaliação guiada; 3) priorize registros em amostras representativas quando não for possível avaliar todo mundo em detalhe.
Exemplo de rotina: aluno A fornece feedback a B; aluno C faz autoavaliação; professor revisa amostras e dá feedback coletivo e pontual. Assim, multiplica-se o acompanhamento sem perder qualidade do processo.
A UniFahe conhece os desafios cotidianos de professores e escolas brasileiras e oferece formação prática para aplicar a BNCC com eficácia. Nossos cursos ajudam educadores a desenvolver competências pedagógicas relevantes para o contexto atual da educação, alinhando teoria e prática.
Profissionais graduados podem ampliar sua área de atuação por meio de programas ágeis, incluindo opções de segunda graduação. Também oferecemos formação pedagógica (R2) para bacharéis e tecnólogos que desejam lecionar, com formatos pensados para a rotina do docente.
Todos os cursos são oferecidos com diploma reconhecido pelo MEC e validade nacional, o que garante segurança ao investimento profissional. Além disso, nossa metodologia EAD permite conciliar estudo e trabalho, com suporte técnico e pedagógico ao longo do percurso.
A UniFahe desenvolve conteúdos atualizados e atividades que privilegiam a aplicabilidade em sala de aula, fortalecendo o planejamento docente e a autonomia do professor. Nossos ambientes virtuais são pensados para promover interação, feedback e acompanhamento do estudante.
Com uma trajetória consolidada na educação a distância, a UniFahe apoia o desenvolvimento de professores e estudantes por meio de programas flexíveis e voltados para resultados práticos. Se busca formação que conecte BNCC, práticas avaliativas e avanço profissional, conheça nossas opções.
Compreender e saber como aplicar a avaliação formativa na BNCC é um diferencial profissional que impacta diretamente o ensino e a aprendizagem. Professores que integram avaliação formativa ao planejamento alcançam resultados pedagógicos superiores e promovem o desenvolvimento integral dos estudantes.
A implementação efetiva exige estudo, prática e ajustes constantes, mas os benefícios compensam: maior engajamento dos alunos, feedback mais útil e intervenções pedagógicas mais precisas. Invista em formação continuada e reserve tempo no seu planejamento para sistematizar essas práticas.
A avaliação formativa é mais que uma técnica: é uma mudança de mentalidade sobre o processo ensino‑aprendizagem, que coloca o estudante no centro e transforma evidências em ações pedagógicas. Comece com pequenos passos e vá ampliando conforme os resultados.
Checklist de 3 passos práticos para começar hoje: 1) escolha uma competência da Base Nacional Comum e defina uma evidência de aprendizagem; 2) crie uma rubrica simples (3 níveis) para a próxima atividade; 3) programe um momento curto de feedback na semana seguinte e registre a evolução no portfólio.
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