Home > Blog e notícias > A nova geração não precisa de críticas, precisa de conexão
É comum você estar em um ambiente público compartilhado por famílias, como restaurantes, jogos e festas, e observar alguma criança entretida no celular.
Se você observar bem, algumas crianças passam todo o evento olhando para a tela, sem interagir com os pais e nem mesmo com outras crianças que se encontram no ambiente.
O primeiro aplicativo apresentado para muitas crianças é o YouTube. Lá é fácil encontrar vídeos com muitas cores, músicas e ações que realmente prendem a atenção delas, como a Galinha Pintadinha. No próprio YouTube, as crianças têm contato com os vídeos curtos na aba dos Shorts. Ali elas aprendem que, para descartar algum vídeo ou conteúdo, basta arrastar para cima.
As crianças e os jovens de hoje foram “treinados” a buscar aquilo de que gostam, e na internet isso ficou muito fácil: é só arrastar para cima. O conteúdo pode ser bom, trazer muito ensinamento e algo que realmente fará diferença, mas, se não chamar a atenção nos primeiros cinco segundos — em alguns casos, até menos — ele é descartado instantaneamente.
Hoje, em 2026, é fácil pegar o celular de um jovem entre 10 e 18 anos e verificar que ele tem de cinco a dez horas de tela diariamente. Um dado extremamente preocupante, levando em consideração que a grande maioria utiliza esse tempo apenas para assistir a vídeos curtos.
Então, antes de criticar, precisamos entender o que levou essa geração a descartar tão rapidamente algumas informações, a busca pelo conhecimento e até mesmo a interação com outras pessoas.
Mas o que podemos fazer para virar esse jogo, principalmente na educação?
Aquele famoso “sermão” ou “palestrinha” não funciona mais com os jovens de hoje. Eles vão ignorar você nos primeiros segundos da sua fala, exatamente como fazem com os vídeos que assistem desde a infância.
Vou deixar aqui cinco pontos que podem ajudar muito nessa conexão com os jovens
Esse é o primeiro ponto em qualquer interação, e não apenas com os jovens.
Chamar uma pessoa pelo nome dificilmente dá errado. É claro que você pode não saber o nome dela, mas não custa perguntar. Isso já demonstra que você está interessado em se conectar.
Aqui você busca algum assunto que seja de interesse comum entre vocês.
As semelhanças podem ser diversas, até mesmo em situações nas quais existam diferenças. Por exemplo: você é torcedor do Corinthians e o jovem é torcedor do Palmeiras. Em algum momento você pergunta para qual time ele torce e ele responde Corinthians. Em vez de criticar o time, você pode fazer um comentário como:
“Que legal, você também gosta de futebol.”
Ou até mesmo:
“Você se parece muito com uma prima que eu adoro.”
O objetivo é encontrar pontos de identificação que aproximem as pessoas.
Os jovens atualmente são mais carentes do que você possa imaginar.
O excesso de tempo de tela e a falta de interação com amigos e até mesmo familiares fazem com que muitos deles deixem de ser observados. Isso gera um grande sentimento de solidão.
Quer se conectar? Não esqueça de destacar algo positivo. Um elogio sincero pode ter um impacto muito maior do que você imagina.
Este ponto de conexão é talvez o mais complexo.
Muitas vezes queremos agradar alguém, fazemos uma surpresa e a reação não é a esperada, o que acaba gerando certa frustração.
Para não correr esse risco, o melhor caminho é perguntar.
Pergunte sobre preferências, gostos, hábitos, sonhos e interesses. Essas informações vão mostrar exatamente o que pode despertar a atenção daquela pessoa.
É comum, durante uma conversa, prestarmos mais atenção às nossas próprias dores do que às dores do outro.
A falta de empatia e de atenção se mostra cada vez mais evidente nas relações entre os jovens e os mais velhos.
Quando alguém compartilhar um problema pessoal com você, escute com atenção. Se puder contribuir, fale sobre aquilo que a pessoa está vivendo, e não sobre um problema seu.
Não esqueça: nem toda conversa é sobre você.
Está mais do que na hora de entendermos os jovens e contribuir para o seu desenvolvimento.
Eles precisam muito de bons exemplos.
Seja você o bom exemplo.
Sou Henrique Folster, palestrante e especialista em conexão com jovens.
Vão Estudar.
Está na hora de entendermos os jovens e parar de criticá-los. É comum você estar...
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